Amazon está estudando sistema de entregas via drones. O que pode dar errado?

Imagine a situação: você realiza uma compra na Amazon e seleciona um serviço expresso. Trinta minutos depois a mercadoria está na soleira da sua casa. Não, o Papa-Léguas não foi contratado: na realidade o eficiente entregador é um drone.

Batizado de Prime Air, o serviço foi revelado por Jeff Bezos durante entrevista ao programa 60 Minutos. O projeto visa a utilização de octocópteros, que são drones mais estáveis e que permitem a acoplagem de uma caixa plástica com a encomenda. O robozinho seria pré-programado para se dirigir ao endereço do cliente e voltar, o que dispensa um controlador. A autonomia de voo é de até 16 km e os drones são capazes de carregar até 2,27 kg.

Claro que tudo depende de uma regulação da FAA, que ainda está começando a discutir o assunto. Entretanto Bezos está otimista e prevê que em até cinco anos o serviço já esteja disponível:

“Não há motivos para não utilizar drones para realizar entregas. (…) Vai funcionar, e vai se tornar realidade.”

Meus dois centavos: a iniciativa é muito boa, para falar a verdade ela sequer é novidade, já que drones são são utilizados para entregar desde livros a cerveja. Considerando sua crescente utilização nas mais diversas aplicações, fazer entregas é simplesmente um passo adiante, e automatizar a entrega em prol da agilidade e comodidade faria um bem danado à todos e eliminaria problemas corriqueiros com entregadoras lerdas e os Correios, por exemplo.

O problema é que a manutenção do serviço depende da boa índole do ser humano, e eu sinceramente não confio nem um pouco nela. Casos de drones destruídos à bala ou simplesmente sendo roubados para serem utilizados de outras formas seriam comuns.

Ainda assim eu adoraria ser um usuário desse serviço, embora esteja ciente que se lá fora ele já sofreria com gente mal intencionada, imagine no Brasil.

Fonte: meiobit

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