As 10 séries mais pirateadas de 2013

Como todo ano sai a pesquisa de qual série foi mais pirateada nas interwebs, e quase como sempre, a campeã é da HBO. Em 2013 foi Game of Thrones, com 5,9 milhões de downloads de seu último episódio. Só que também, como sempre, não é tão simples assim.

Veja a tabela publicada pela Variety,com dados do Torrent Freak:

Há uma semelhança entre a 1ª e a 10ª séries, ambas são de canais a cabo com audiência restrita. Tanto a HBO quando a CW estão longe de ser “mídia de massa”, mas são canais com profundo apelo ao público geek. Por outro lado séries mais populares, como Breaking Bad e Walking Dead tem uma audiência televisiva muito significativa.

Big Bang Theory virou alvo de ódio entre geeks antenados hipsters que entendem muito mais do que você sobre televisão, então mesmo estando em 4º lugar, sua representatividade junto a espectadores convencionais é muito maior.

Note que há uma ausência significativa. House of Cards. A série da Netflix teve uma repercussão imensa, ganhou prêmios pra tudo que é lado e virou uma paródia sensacional no Jantar dos Correspondentes de Imprensa da Casa Branca, com participação de figurões de ambos os partidos:



COOOOOOMO algo assim não surge entre os seriados mais baixados?

Simples: do mesmo jeito que o Chrome não aparece entre os browsers mais pirateados.

A Netflix quebrou o paradigma na porrada, montou seu modelo de negócios, começou a produzir conteúdo próprio e obrou e andou pras métricas da velha mídia. Ela está se lixando pro número de telespectadores de House of Cards comparado ao número de espectadores de séries de emissoras convencionais.

Interessa o quanto os usuários acessem House of Cards, a fidelização que isso gere, e comparado aos programas requentados de sempre (eu sempre digo, sem NENHUM pingo de crítica, que a Netflix não é o cinema do shopping, é a locadora do bairro) o buzz que a série gera.

Portanto House of Cards NÃO aparecer entre os programas mais pirateados indica que o modelo da Netflix funciona e que quem quer assistir House of Cards, assiste… pela Netflix.

O resto, tipo Homeland, que tem mais gente assistindo online do que pelo canal convencional, ainda não percebeu que regular a distribuição não é bom para ninguém, e que quando o espectador quer realmente um conteúdo, ele vai atrás. Se for conveniente, cômodo e com carinho, como a Netflix, ele vai assinar. Se não for, vai na locadora do Paulo Coelho, mas ficar sem assistir, ele não vai, por mais que o Hulu adore enfiar aquele filtro babaca dizendo “esse streaming não é acessível fora dos EUA”.

Fonte: meiobit

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