Depois do Android, Google e Andy Rubin querem dar vida a robôs humanoides de verdade

Enquanto a Amazon está estudando como fará para utilizar drones voadores em suas entregas (isto é, se a FAA deixar), outros preferem dar à robótica ares mais humanos. Temos a Boston Dynamics, que já apresentou avanços consideráveis com o PETMAN e o Atlas, e até pouco tempo atrás tínhamos a Dra. Kanako Miura, que nos deixou de uma forma trágica.

Outra empresa que está se enveredando na área da robótica é sem muita surpresa o Google, ou para ser mais preciso o pai do Android, Andy Rubin. Ele já havia se afastado do comando do sistema operacional que criou no começo deste ano, e boatos começaram a circular que ele o fez para se dedicar à androides de verdade, uma de suas paixões. Agora a empresa resolveu investir nessa área, ao revelar que adquiriu sete empresas de pesquisa com robôs e Rubin foi colocado à frente do projeto de desenvolver autômatos.

Rubin disse em entrevista ao The New York Times ao revelar o projeto que “este é o melhor trabalho do mundo” e que ele, na posição de um entusiasta de robôs e com o costume de transformar seus hobbies em uma carreira receber tal projeto é um presente, no alto de seus 50 anos. Sem entrar em detalhes, ele disse que o plano visa um cenário robotizado para daqui a 10 anos e que o foco é obviamente nas indústrias, principalmente no processo de manufatura de equipamentos eletrônicos, ainda estritamente manual dada a complexidade dos dispositivos.

Entretanto há alguns detalhes interessantes nessa história. As empresas adquiridas pelo Google são conhecidas por desenvolver robôs humanoides e braços robóticos. Especialista acreditam que o Google pretende introduzir um plano de automatização refinada nas empresa, em concordância com o pensamento do CEO Larry Page em libertar o homem de tarefas repetitivas através da tecnologia.

Para Rubin, voltar a trabalhar com robôs é um sonho. Ele começou a carreira como engenheiro robótico na Carl Zeiss e posteriormente fundou a Android Inc., a empresa onde ele desenvolveu seu SO, e obviamente o nome não foi escolhido por acaso.

De minha parte acho a iniciativa maneira, já que o estudo atual de robôs mais parecidos com humanos tropeça e se estabaca na realidade. Por outro lado, caso o Google e Rubin sejam bem sucedidos nessa empreitada, teremos mais 10 anos até a empresa mudar de nome para Cyberdyne.

Fonte: meiobit

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