Quem inventou o Réveillon?

Parece natural: chega o 31 de dezembro, as pessoas vestem branco, preparam comidas diferentes, bebem champanhe e ficam acordadas esperando a hora da virada. Mas todos esses costumes são tradições importadas, a começar pelo nome na festa.

Réveillon vem do verbo francês réveiller, que significa “acordar” — é o “despertar do ano”, pegou? A palavra surgiu no século 17 para identificar eventos muito populares entre os nobres franceses: jantares longos e chiques, que iam até depois da meia-noite, nas vésperas de datas importantes. Esses regabofes gastronômicos noturnos eram realizados várias vezes ao ano, mas com o tempo foram ficando para o Ano-Novo mesmo.

No século 19, o Réveillon virou moda nas colônias e áreas de influência da França – que eram muitas, já que ela era a superpotência cultural da época. No Brasil, os primeiros Réveillons foram realizados na corte de dom Pedro 2º, no Rio, e logo copiados pelas elites paulistas. Mas alguns detalhes foram incorporados depois, recheando o jantar francês com um sincretismo bem brasileiro.

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Uvas
Simpatia trazida pelos vinicultores portugueses, que guardavam a semente do seu produto para ter fartura.

Lentilhas

Os italianos trouxeram essa tradição, que resultaria em um ano de fartura.

Roupa Branca
É a roupa dos devotos de Iemanjá, orixá que já na África era homenageada com oferendas no mar na passagem do ano.

Pular ondas
Hábito comum desde os gregos, que acreditavam “recarregar baterias” pelo mar, fonte da vida.

Fonte: super interessante

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