Office passa a ser gratuito para iPhones e celulares Android

A Microsoft revelou nesta quarta-feira uma mudança grande em sua política com relação ao Office. Além de anunciar a chegada do app para o iPad, donos de smartphones também receberam uma boa notícia: o aplicativo para iPhones e celulares Android agora é totalmente gratuito. Até hoje, era necessário ter uma assinatura do Office 365 para poder utilizar a ferramenta, mas isso não será mais necessário.  A mudança tem efeito imediatamente e já pode ser conferida na App Store ou no Google Play.

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Há um asterisco, porém: o recurso é livre apenas para uso doméstico. Clientes corporativos continuarão precisando de uma assinatura para acessar o serviço, mas ficará difícil para a Microsoft monitorar essa regra, já que nada impede que o funcionário instale o Office em seu celular pessoal e o leve para o trabalho. A medida provavelmente é uma resposta à Apple e o Google. Ambas estão oferecendo alternativas gratuitas aos usuários, como o iWork, para iOS 7, e o QuickOffice, para Android 4.4 e superior.

Contudo, a Microsoft continua vendo os tablets como outra categoria de dispostivos, que merece uma atenção especial. O Office para iPad será gratuito apenas para visualização e apresentação de documentos; para edição e criação, uma assinatura será necessária. Um app específico para tablets Android também está a caminho, e também deve ser pago, segundo o The Next Web.

Completando a distribuição do Office por todas as plataformas, a Microsoft tem planos de lançar em breve uma versão Metro de sua suíte de produtividade, com interface otimizada para o toque.

Fonte: Olhar Digital

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Câmara aprova Marco Civil da Internet

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Após meses de intensas negociações, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25), por votação simbólica, a criação do Marco Civil da Internet, projeto considerado uma espécie de constituição da rede mundial de computadores. Após concessões do governo em pontos antes considerados “cruciais” pelo Planalto, partidos aliados e da oposição retiraram todas as 12 propostas de alteração ao texto que haviam sido apresentadas em plenário (leia aqui a íntegra do texto final aprovado).

Até o PMDB, maior crítico ao relatório do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), cedeu e se absteve de defender quaisquer modificações na redação. A proposta, que estabelece direitos e deveres de usuários e provedores de rede, seguirá agora para análise no Senado antes de ir à sanção presidencial.

Considerado “prioridade” pelo governo, o Marco Civil da Internet impedia a deliberação de outros projetos de lei no plenário desde outubro do ano passado, já que tramitava em regime de urgência.

Neutralidade
Um dos pilares do projeto, a neutralidade de rede, sofreu algumas alterações no texto, mas foi mantido. Por esse princípio, os provedores não podem ofertar conexões diferenciadas, por exemplo, para acesso somente a emails, vídeos ou redes sociais. O principal entrave estava na regulamentação do princípio pelo Poder Executivo, principalmente em relação às exceções à norma.

O texto original previa que a neutralidade fosse regulamentada por meio de decreto presidencial.

Partidos da oposição e da base aliada, sobretudo o PMDB, temiam que assim o presidente da República fizesse alterações significativas sem ouvir o Congresso. Para obter acordo, Molon especificou que o tema seria regulamentado “para fiel execução desta lei”, sem autonomia para grande modificação por parte do presidente.

O objetivo é destacar que a regulamentação serve exclusivamente para viabilizar a aplicação da Lei do Marco Civil da Internet. Além disso, o relator incluiu ainda a obrigatoriedade de o presidente ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) antes de formular o decreto.

De acordo com o relator do texto, as exceções servirão para garantir prioridade a “serviços de emergência” e a qualidade de algumas transmissões, como vídeos ao vivo. Assim, a transmissão de e-mails, por exemplo, pode ter menor prioridade no tráfego de dados em prol de outros serviços.

Críticos da neutralidade dizem que o princípio restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme demandas específicas de clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer o serviço para todos indistintamente. A proposta não impede a oferta de pacotes com velocidade diferenciada.

Armazenamento de dados
Para viabilizar a aprovação da proposta, o governo também abriu mão do armazenamento no Brasil de dados de usuários brasileiros, com a instalação de data centers no país de empresas de internet, como o Google e o Facebook.

A medida tinha o objetivo de garantir a privacidade dos internautas e de dados do próprio governo brasileiro diante das denúncias de que os Estados Unidos teriam espionado comunicações da presidente Dilma Rousseff com ministros e assessores.

No entanto, parlamentares da base aliada se opunham à proposta argumentando que a exigência iria encarecer o acesso na internet. Para obter acordo, o relator da proposta, Alessandro Molon (PT-RJ), retirou esse trecho do projeto, com o aval do Planalto, mas reforçou que empresas internacionais precisam respeitar a legislação brasileira no tocante a transmissões de rede ocorridas no país.

“Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros”, diz artigo do projeto do Marco Civil.

Retirada de conteúdo
De acordo com o projeto, provedores de conexão à web e aplicações na internet não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros.

Atualmente não há regras específicas sobre o caso e as decisões judiciais variam – alguns juízes punem sites como o Facebook e Google por páginas ofensivas criadas por usuários, enquanto outros magistrados optam por penalizar apenas o responsável pelo conteúdo.

De acordo com a nova legislação, as entidades que oferecem conteúdo e aplicações só serão responsabilizadas por danos gerados por terceiros se não acatarem ordem judicial exigindo a retirada dessas publicações. O objetivo da norma, segundo Molon, é fortalecer a liberdade de expressão na web e acabar com o que chama de “censura privada”.

O trecho era alvo de polêmica, sobretudo entre parlamentares do PMDB. Para o partido, esse artigo ajuda os provedores, mas prejudicará pessoas que eventualmente se sintam constrangidas por algum conteúdo publicado que seja evidentemente ilegal. Isto porque os provedores poderão não se sentir obrigados a retirar o conteúdo após a mera notificação do usuário, já que eles terão a garantia de que só serão responsabilizados se descumprirem ordem judicial exigindo a indisponibilidade da publicação.

Fim do marketing dirigido
Pelo texto aprovado, as empresas de acesso não poderão “espiar” o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer isso com fins comerciais, como para publicidade, nos moldes do que Facebook e Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens que trocam.

Essas normas não permitirão, por exemplo, a formação de bases de clientes para marketing dirigido, segundo Molon. Será proibido monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes, salvo em hipóteses previstas por lei.

Sigilo e privacidade
O sigilo das comunicações dos usuários da internet não pode ser violado. Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim da conexão dos usuários pelo prazo de seis meses, mas isso deve ser feito em ambiente controlado.

A responsabilidade por esse controle não deverá ser delegada a outras empresas.

Não fica autorizado o registro das páginas e do conteúdo acessado pelo internauta. A coleta, o uso e o armazenamento de dados pessoais pelas empresas só poderão ocorrer desde que especificados nos contratos e caso não sejam vedados pela legislação.

Relator e líder do governo defendem projeto
Após a aprovação, o relator disse acreditar que a Câmara melhorou a proposta do governo. Para Alessandro Molon, apesar das alterações e concessões, ficaram garantidos os princípios que ele considera pilares do Marco Civil da Internet: a neutralidade na rede, a privacidade e a liberdade de expressão.

“Hoje nada impede que a navegação do usuário seja gravada, identificada e vendida, violando a privacidade do usuário. Com o Marco Civil isso não poderá acontecer. Também não existe lei que garanta que não haverá cobrança para uso diferenciado do acesso à internet, para quem quiser baixar música, assistir vídeo. O marco proíbe isso e coloca em lei essa proibição, algo que nos Estados Unidos caiu no Judiciário, mas ainda não tem lei”, explicou.

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), agradeceu pela aprovação e disse que os deputados superaram preocupações de cunho político e ideológico. Ele negou que a lei seja uma forma de o governo intervir na liberdade da internet.

Fonte: g1

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Facebook começa a implantar nova interface para o feed de notícias

Um ano depois de implantar parcialmente uma mudança no feed de notícias, o Facebook começou a trocar novamente sua página principal. Mas nada de uma barra preta centralizando todas as informações: desta vez, a alteração é bem menos drástica, e parece remeter ao visual usado na versão anterior, de 2012, que predomina entre usuários da rede social.

180303-facebook-1Pelo que dá para ver na imagem divulgada pela companhia, a lateral esquerda, escura e reduzida, acaba substituída por uma azul clara, que traz as opções para acessar o feed, as mensagens, os eventos, os grupos e as listas de amigos. Os contatos online ou disponíveis em dispositivos móveis não devem aparecem mais ali, e provavelmente voltarão a um menu próprio, como acontece na versão 2012 do Facebook.

À direita, por sua vez, seguem aparecendo os “trending topics” da rede social, junto de pessoas que você deve conhecer e de aniversários e eventos próximos. Por fim, no meio, o destaque dado às imagens fica ainda maior, e os posts passam a ocupar “cards”, nos moldes de aplicativos e serviços do Google no Android. Já o espaço para escrever ou postar imagens ou vídeos novos não mudará muito em relação ao que vimos na edição 2013 da rede social – mas é bem diferente da usada na de 2012, mais comum hoje.

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A interface proposta pelo Facebook no ano passado acabou não vingando, e sua implementação ficou limitada a alguns poucos usuários. O fracasso acabou decretado quando a rede social resolveu por enfim deixá-lo de lado, como afirmaram fontes ao site AllThingsD, muito graças ao feedback dos usuários – segundo a companhia, muitos alegaram que a navegação havia se tornado confusa, apesar de as fotos maiores serem bem-vindas.

O mesmo não deve acontecer com a nova mudança, no entanto, que “une o melhor dos dois mundos”, de acordo com a empresa. Segundo o The Verge, o Re/code e o próprio Facebook, o site deve começar a implantá-lo ainda nesta quinta-feira. O processo seguirá pelas próximas semanas, e espera-se que todos os usuários do serviço de fato o recebam. Veja abaixo a comparação entre as duas interfaces, nova e velha, respectivamente.

Fonte: info

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