Rússia quer que Apple e SAP cedam acesso a códigos-fonte

A Rússia propôs que a norte-americana Apple e a alemã SAP deem para o governo acesso aos seus códigos-fonte para assegurar que seus produtos não são ferramentas para espionagem contra instituições. A sugestão de que duas das principais companhias de tecnologia do mundo revelem alguns de seus mais sensíveis segredos empresariais é feita em um momento sensível. Estados Unidos e União Europeia aprovaram sanções mais severas contra a Rússia por seu papel na Ucrânia.tim-cook-glare

O Ministério das Comunicações informou em um comunicado que a proposta russa foi feita na semana passada quando o ministro das Comunicações, Nikolai Nikiforov, se encontrou com o gerente-geral da Apple na Rússia, Peter Engrob Nielsen, e o diretor-gerente da SAP no país, Vyacheslav ORekhov.

O ministério disse que a proposta visa assegurar os direitos de consumidores e usuários empresariais à privacidade de seus dados pessoais, como também por questões de segurança do Estado.Embora cercada pela linguagem de proteção à privacidade, qualquer medida russa para forçar estas companhias a divulgar o funcionamento interno de seus softwares pode representar uma grande ameaça à viabilidade desses programas caso percam o controle do código-fonte.

O ministério citou sua cooperação de mais de uma década com a Microsoft. A companhia norte-americana tem compartilhado seu código-fonte para o sistema operacional Windows e outros produtos desde 2003 com a Atlas, uma instituição de tecnologia que se reporta ao ministério das Comunicações russo.

Fonte: G1

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História de Alan Turing, “pai da computação”, vai virar filme

Alan Turing, matemático e cientista da computação britânico, é um dos maiores nomes na história da evolução dos computadores e da informática. Agora, 60 anos após seu suicídio, sua vida e trabalho, principalmente à frente da quebra da criptografia da máquina Enigma, usada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, virará filme, chamado “The Imitation Game”, que já tem até mesmo um trailer.

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Turing será representado pelo ator britânico Benedict Cumberbatch, e a obra terá foco em seu trabalho, decisivo para a vitória dos Aliados no conflito, e sua contribuição para a história da informática. No entanto, o filme também mostrará os problemas pessoais enfrentados pelo cientista por ser homossexual.

No ano de 1952, Turing foi condenado a castração química pela sua orientação sexual, que teria influenciado em seu suicídio em 1954. Sua pena por “indecência” o tornou impotente e fez com que ele desenvolvesse seios, o que deve ter contribuído para que ele consumisse cianeto e se matasse em 1954.



Foi apenas em 2013 que ele recebeu um perdão póstumo da Rainha Elizabeth II, após longa campanha para limpar sua honra. Em 2009, um abaixo assinado fez com que o primeiro-ministro Gordon Brown publicasse um pedido público de desculpas pela perseguição terrível.

Contudo, uma nova petição em 2011 não teve resultados, já que o político Lord McNally afirmou que um perdão póstumo não era cabível, já que ele havia sido condenado por algo que realmente era um crime previsto na legislação da época. Em 2012, o parlamento estudou um projeto de lei perdoando Turing que chegou à segunda releitura, mas acabou sendo ultrapassado pela prerrogativa de perdão da rainha.

Fonte: Olhar Digital

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“Google chinês”, Baidu lança buscador em português no Brasil

A empresa chinesa Baidu lançou nesta quinta-feira, 17, seu buscador no Brasil, com a intenção de competir com Google e Bing. O serviço passou algum tempo sendo aprimorado para o português brasileiro e para o oferecimento de resultados relevantes de pesquisa.

O Baidu aposta no algoritmo Aladdin (em referência ao gênio da lâmpada), a grande aposta do Baidu para se diferenciar dos concorrentes, que permite ao usuário assistir a vídeos, ouvir músicas e jogar games diretamente na página de exibição dos resultados, sem precisar ir até os sites. Tudo indica que os brasileiros terão acesso a este recurso, que depende de parcerias com os produtores de conteúdo.

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O “Google chinês”, como é conhecido, é a maior empresa de internet em seu país e tem valor de mercado estimado em US$ 65 bilhões na Nasdaq, nos EUA. A complexidade do idioma afugentou plataformas estrangeiras e abriu caminho para que o Baidu dominasse 83% das buscas na China. Por dia, segundo a companhia, 500 milhões de pessoas acessam seus mais variados produtos, sendo que 8% do público vem de outros países que assimilam a língua.

De olho na internacionalização, o Baidu abriu escritório no Brasil em 2012 para estudar o mercado e entender o comportamento do internauta. Segundo o gerente de marketing, Felipe Zmoginski, encarar o Google de frente não é o objetivo neste primeiro momento. “Não estamos focados em concorrentes e nossa proposta agora não é gerar receita. O Baidu quer ser uma alternativa e ajudar a desenvolver a internet brasileira”, analisa. Além de São Paulo, a empresa também se instalou no Japão, Taiwan, Tailândia e Egito porque diz priorizar países que não falam inglês.

Este ano, o Baidu trouxe cinco dos quase 100 produtos de seu portifólio para testar a adesão do público brasileiro. Baidu Antivírus, Spark Browser (navegador), PC Faster (software para melhorar o desempenho da máquina) Hao123 (portal de notícias) e Du Battery Saver (app para economizar bateria nos celulares Android) estão disponíveis em português para instalação gratuita.

Fonte: Olhar Digital

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Criador do Minix: Andrew Tanenbaum vai se aposentar em outubro

Quando Linus Torvalds anunciou publicamente o Linux, o Minix de Andrew Tanenbaum já era reconhecido, a ponto de Linus incluir no final da sua mensagem o aviso de que o sistema dele não continha código do Minix.

O Minix era, na época, um Unix liberal mas não-livre – a licença custava US$ 69 – criado por Andrew Tanenbaum para fins educacionais. Sua versão inicial, em 1987, tinha o código-fonte completo exposto em um livro de Tanenbaum sobre projeto e implementação de sistemas operacionais, exemplificando os conceitos apresentados. Fonte e binários acompanhavam o livro, em um disquete.

Linus estudou e conheceu o Minix antes de começar a escrever o Linux – as compilações iniciais do seu kernel eram feitas em seu 386 rodando o Minix, e algumas características do sistema de Tanembaum ajudaram a moldar as versões iniciais do sistema de Torvalds – incluindo o formato do sistema de arquivos.

Mas havia diferenças importantes também, incluindo a opção de Linus por um kernel monolítico, contrastando com a arquitetura baseada em microkernels adotada e defendida no Minix. Essa divergência levou a um célebre debate entre os 2 autores, iniciado em 1992 e que continuou, com longas pausas, até 2006.

Fonte: br-linux

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Linux entra na briga de sistemas operacionais para carros

Desenvolvido em conjunto com a Linux Foundation, o Automotive Grade Linux (AGL) é um sistema operacional para carros, assim como o Carplay, da Apple, e o Android Auto, do Google, mas com código aberto.

Com ele, as fabricantes poderão criar outras interfaces sem que isso atrapalhe a compatibilidade entre diferentes marcas de veículos. A plataforma é baseada no Tizen In-Vehicle-Infotainment (IVI), cuja principal desenvolvedora é a Intel.

A interface é feita em HTML5 e Javascript, padrões abertos já usados em computadores, além dos sistemas Android, o que também facilita a compatibilidade. Entre os parceiros do projeto estão a Toyota, Honda, Nissan, Hyundai, Jaguar e Renesas, fabricante de chips automotivos.

Seu funcionamento é diferente dos sistemas de Apple e Google, que atuam como interfaces distintas rodando sobre os sistemas proprietários dos fabricantes e dependem de smartphones.

Um álbum com imagens do sistema operacional da Linux em funcionamento está disponível aqui e a primeira versão já foi lançada. Agora depende do ritmo de adesão das montadoras.

Fonte: Olhar Digital

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