Operadoras são impedidas de cortar internet móvel em São Paulo

Uma decisão de hoje da 34ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo impede que as operadoras de telefonia móvel cortem o fornecimento de internet aos smartphones de seus clientes de planos ilimitados após o consumo da franquia contratada.

No dia 12 de maio, o Procon-SP obteve uma liminar que proibia as operadoras de realizar a prática. As operadoras, no entanto, recorreram. A decisão judicial de hoje nega o recurso das empresas e mantém a proibição do corte.

Caso descumpram a decisão, as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo estão sujeitas a multa de R$ 25 mil por dia. A decisão vale apenas para o estado de São Paulo e para planos contratados até o dia 11 de maio.

A ação do Procon foi motivada, segundo a entidade, pela modificação unilateral realizada pelas empresas de telefonia móvel. Na decisão judicial, o desembargador Gomes Varjão argumenta que, ainda que a mudança esteja baseada em resolução da Anatel, as operadoras precisariam ter avisado seus clientes no momento da contratação que a forma de acesso à internet poderia ser modificada durante a vigência do contrato.

Antes do final do ano passado, quando as operadoras passaram a adotar a prática, usuários que consumiam dados além dos contratados em seu plano podiam continuar navegando na internet, mas com velocidade reduzida.

O corte do acesso à rede por parte das operadoras já foi proibido pela justiça também nos estados do Acre e do Maranhão. Os Procons do Paraná e de Sergipe já entraram com ações pedindo a proibição da prática, e aguardam um parecer da justiça. No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça suspendeu a liminar do Procon, permitindo às operadoras que continuassem a cortar o acesso à rede de seus usuários no estado.

Fonte: Olhar Digital

Compartilhe

Hackers usam roteadores brasileiros para ataques DDoS

A empresa de segurança Incapsula descobriu uma botnet (rede de programas conectados à internet que se comunicam entre si) de roteadores usada para realizar ataques DDoS a fim de derrubar determinados sites.

Segundo a empresa, 21% dos 40.269 endereços de IP de onde vinham os ataques estavam no Brasil. O país era o segundo com maior número de IPs realizando ataques. A Tailância, com 64% dos endereços, era o primeiro.

De acordo com a Incapsula, os roteadores que participam da botnet estão infectados por ao menos duas dentre centenas de variantes de malwares ao mesmo tempo. Entre os mais comuns estavam os malwares MrBlack, Dofloo e Mayday.

Ataques DDoS (Distributed Denial of Service) acontecem quando muitos IPs diferentes tentam acessar o mesmo site smultaneamente. O servidor no qual o site está hospedado não consegue processar todas as solicitações de acesso e, com isso, o site sai do ar.

Além de realizar ataques DDoS, os hackers infectados também podem fornecer informações sobre os hábitos de navegação dos usuários conectados a ele a pessoas indesejadas e até acessar dispositivos conectados à rede.

A infecção dos roteadores decorre em parte, segundo o ArsTechnica, da proliferação de usuários inexperientes e de roteadores mal configurados. Até certo ponto, isso acontece de propósito: fabricantes precisam fazer com que seus dispositivos sejam facilmente acessíveis e confguráveis. Por esse motivo, eles muitas vezes possuem nomes de usuário e senhas facilmente decifráveis.

Uma das maneiras de evitar que seu roteador seja infectado é alterando as credenciais de acesso. Se o seu nome de usuário é “admin” e a senha é “admin”, essa é a primeira medida a ser alterada. Cada roteador exige um procedimento diferente para isso, mas eles em geral vêm com um guia de configuração que explica o processo.

Outra medida importante a ser tomada é desativar os recursos de acesso, administração ou gerenciamento remoto. O recurso permite que o usuário mude as configurações do roteador de qualquer lugar do mundo, mas acaba também permitindo esse acesso a usuários ou programas mal intencionados.

Fonte: Olhar Digital

Compartilhe

Microsoft considera o Windows 10 “a última versão do Windows”

O mundo não deverá conhecer um Windows 11. É o que a Microsoft dá a entender na conferência Ignite, que aconteceu durante esta semana nos Estados Unidos. Durante apresentação de Jerry Nixon, empregado, desenvolvedor e evangelista da Microsoft, afirma que o “Windows 10 é a versão final do Windows”.

Ele explica que quando aconteceu o lançamento do Windows 8.1, a empresa já desenvolvia a versão 10. No entanto, agora que a Microsoft prepara a distribuição do W10, a companhia continua trabalhando na mesma versão.

Isso acontece porque a empresa está mudando o modo como trabalha com o Windows, sem prever grandes atualizações em um futuro em curto e médio prazo. Em vez de realizar grandes lançamentos, a companhia deve liberar atualizações com melhorias constantes e regulares.

Para alcançar este objetivo, a empresa está dividindo seu sistema operacional em diferentes componentes, como o Menu Iniciar e programas embutidos no sistema, que são transformados em partes independentes que podem ser atualizadas de forma mais livre e rápida.

Com o Windows como serviço em vez de produto, devemos ver as ferramentas do sistema sendo atualizadas gradualmente. Como exemplifica o The Verge, a situação deve ser similar ao Google Chrome: updates rápidos, muitas vezes pequenos, efetivos, mas discretos, que não chamam a atenção.

A longo prazo, usuários devem parar de falar “eu tenho o Windows X”, “eu ainda uso o Windows Y” ou “estou esperando o Windows Z”. Todos os usuários devem estar na mesma página e chamar o sistema apenas de “Windows”. A versão será irrelevante.

Fonte: Olhar Digital

Compartilhe

Grooveshark chega ao fim e pede desculpa às gravadoras

O serviço de streaming de músicas Grooveshark foi fechado nesta sexta-feira como parte de um acordo judicial após processos de violação autoral impetrados pelas principais gravadoras do mercado.

O serviço existia há quase 10 anos, mas teve sua morte decretada quando permitiu a construção de um catálogo de música a partir de uploads de usuários em vez de fazer acordos de licenciamentos com as gravadoras.

Uma nota no site do Grooveshark diz: “Começamos há quase dez anos com o objetivo de ajudar os fãs a compartilhar e descobrir música. Mas, apesar de nossas melhores intenções, cometemos erros muito graves. Fracassamos em assegurar as licenças dos donos dos direitos da maioria das músicas no serviço. Isso era errado. Pedimos desculpas”.

O serviço, que chegou a ser um dos mais populares na internet, alegando 35 milhões de usuários entre 2009 e 2011, incentivou os usuários a migrarem para outros serviços como Spotify, Deezer, Google Play, Beats Music, Rhapsody e Rdio. A empresa já tinha conseguido firmar um contrato com a EMI e a Sony em 2013, mas no ano passado as gravadoras venceram o processo.

Fonte: Olhar Digital

Compartilhe