Ministro confirma: limite de dados na banda larga fixa vai começar em 2017

Sabe aquela história de limite de dados na banda larga fixa? Pois é, a novela voltou e a cobrança de planos baseados em franquias deve mesmo acontecer em 2017. E, mesmo que a Anatel tenha dito o contrário no final do ano passado, a confirmação agora veio do próprio ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Em entrevista ao Poder360, Gilberto Kassab garantiu a regulamentação da venda de pacote de dados e o fim da internet ilimitada na banda larga fixa para o segundo semestre de 2017. Ele argumentou que a prática será benéfica para o setor. “O nosso objetivo é beneficiar o usuário. O Ministério trabalha pra que o usuário seja cada vez melhor beneficiado com melhores serviços”, explica.

Segundo Kassab, haverá um período de adaptação em que os assinantes já terão um limite no pacote de consumo, já que o choque inicial com a alteração na cobrança pode ser grande. Para ele, a ideia é que “esse serviço seja o mais elástico possível, mas tenha um ponto de equilíbrio, porque as empresas têm seus limites”.

Confira a resposta completa:

Ponto de equilíbrio

Questionado sobre os problemas que seriam originados por essa imposição de limite na conexão dos brasileiros, o ministro esquivou. “O governo vai estar sempre ao lado do usuário, vai ficar muito claro isso. O problema não é a redução, o problema é ponto de equilíbrio”, conclui.

Fonte: Tecmundo

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EUA: Netflix declara guerra ao limite de dados e quer apoio da FCC

Se você pensa que o Brasil é o único país em que a discussão acerca do limite de dados da banda larga é um assunto que gera discussões acaloradas, pense de novo: nos Estados Unidos a coisa anda feia para os lados das operadoras, que mesmo oferecendo planos franquias bem melhores do que as ofertas risíveis e caríssimas que Vivo, Claro e cia. desejam praticar aqui estão desagradando todo mundo.

Empresas prestadoras de serviços também não estão contentes com essa situação e agora a Netflix entrou para o coro dos indignados. E mais, está tentando convencer a Federal Communications Commission (FCC) de que a prática é ilegal.

Sendo bastante sincero, a Netflix não está entrando nessa briga porque se preocupa com o consumidor (não da forma como a maioria pensa), e sim porque a poda no acesso irrestrito à banda larga dos usuários irá prejudicar severamente seus próprios negócios. Um assinante pensará mil vezes antes de manter a assinatura em qualquer serviço de streaming que se preze, visto que isso irá contar em sua franquia de dados. Não estamos falando de Brasil, onde a Vivo cogitava oferecer um plano de 50 GB/mês (que eu consumo em um dia; basta baixar um game do PS4 e já era), mas de franquias um pouco mais altas.

Segundo a Netflix, um americano médio consumiria em média 300 GB de dados por mês só para consumir TV, sem contar jogos, apps e redes sociais., além de qualquer outro tipo de comunicação que utilize a internet. Já um usuário acima da média, que faz uso de transmissão em 4K gasta muito mais e é aí que reside a principal preocupação do serviço de streaming: como a empresa de Reed Hastings está investindo pesado no formato, os planos das operadoras de limitarem o acesso de seus clientes entram diretamente em conflito com os seus próprios.

Para se ter uma ideia do que uma transmissão em 4K significa em termos de banda, um filme de 3 horas e 24 minutos consome 10 GB quando em resolução HD, 720p. Já em Ultra HD, 2160p? 24 GB.

O grande obstáculo é a FCC, que não costuma meter a colher nesses assuntos e permite que as operadoras se auto-regulem (sim, bem similar à Anatel). O que a Netflix vai tentar agora é argumentar com a comissão de modo que ela declare que o limite de dados é “irracional”, já que ela é a única com poder legal de por ordem nessa bagunça e caso não impeça o limite de banda, ao menos estabeleça um limite mínimo nas franquias que não prejudique os consumidores e principalmente, as empresas que serão diretamente afetadas.

Isso porque mesmo a Netflix não é tão avessa ao limite de banda assim, a empresa deseja apenas que todos possam ao menos ter um limite considerável para continuar assistindo seus programas sem se preocupar com o limite de dados: quando a Comcast aumentou o limite de banda de 300 GB para 1 TB/mês, Hastings comemorou.

 

 

O mais provável de acontecer é que a FCC dê de ombros e permita que as operadoras continuem o que estão fazendo, para desespero da Netflix e de outros serviços de streaming; caso haja pressão vinda do Congresso para baixo aí sim as chances desse cenário ser revertido são maiores. No mais, é interessante ver que tanto lá como aqui os problemas são sempre os mesmos (com a diferença que pagaremos bem mais por um serviço muito pior).

Fonte: Meio Bit

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Governo pede que Anatel defenda consumidores contra limite na internet fixa

Dizendo-se “preocupado” com as recentes notícias de que as operadoras de telefonia de todo o Brasil querem restringir o acesso à internet por redes fixas estipulando franquias de dados, o Ministério das Comunicações decidiu interceder.

 

Em ofício encaminhado nesta quinta-feira, 14, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o ministro André Figueiredo pede que o órgão defenda os interesses dos consumidores contra práticas abusivas por parte das operadoras.

“Nós sabemos que existe uma previsão regimental da possibilidade de limitar essa franquia, mas contratos não podem ter uma alteração unilateral. A Anatel precisa tomar ações que protejam o usuário”, disse Figueiredo. Ainda de acordo com o ministro, o acesso livre à internet é um direito essencial defendido pelo governo federal.

 Fonte: Olhar Digital
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Claro inaugura banda larga 4G em seis cidades

RIO DE JANEIRO- A Claro vai desembolsar R$ 6,2 bilhões até a Copa das Confederações para viabilizar a tecnologia 4G no País. Nesta terça-feira, 16, a operadora lançou comercialmente o serviço nas seis cidades brasileiras que vão sediar o evento esportivo internacional (Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife e Salvador).

“Nosso acionista quer largar na frente na tecnologia 4G. Queremos ser líderes nesse segmento”, afirmou Gabriela Clemente, diretora regional da Claro no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Segundo ela, a operadora optou por manter o mesmo modelo de política de preços já praticado no segmento 3G.

A Claro vai comercializar nove tipo de aparelhos de celular compatíveis com a nova tecnologia. O pacote de serviços 4G mais barato para celular será R$ 207,00. O aparelho mais em conta para quem quiser aderir a tecnologia será de R$ 329,00.

Além das seis cidades sede da Copa, a Claro começa a comercializar o serviço 4G também nas cidades de Búzios, Paraty, Campos do Jordão, Curitiba e Porto Alegre. Segundo a diretora, a companhia já tem 5 mil usuários de 4G em sua base de clientes, que soma atualmente 66 milhões de usuários.

Fonte: estadao

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