Organizador da Black Friday pede voto de confiança

Aos poucos, a Black Friday brasileira se desgruda do apelido “Black Fraude” e vai deixando o slogan “tudo pela metade do dobro” para trás. Se em 2012 o maior evento de compras virtuais do país levantou uma enxurrada de reclamações, no ano seguinte os casos de enganação diminuíram e, em 2014, a expectativa é que a Black Friday chame mais atenção pelos descontos do que pelos problemas.

Um estudo realizado pelo site de comparação de preços Zoom revelou que 99% dos consumidores pretendem comprar alguma coisa durante a Black Friday, enquanto um levantamento do Busca Descontos – organizador do evento – indica que as pessoas não só confiam como também indicam a Black Friday aos amigos e parentes.

Além disso, se o Busca Descontos entende que o dia de compras movimentará mais de R$ 700 milhões, a consultoria E-bit acredita que o valor chegue a R$ 1,2 bilhão. Tantos dados otimistas fez Pedro Eugênio, CEO do Busca Descontos, repetir a garantia que fez em 2013: “O brasileiro pode confiar na Black Friday.”

“O e-commerce nunca se preparou tanto para a Black Friday”, afirma Eugênio. O executivo acredita que a imagem do evento tem melhorado por dois motivos, sendo o principal o amadurecimento do consumidor em relação ao evento; mas também por conta dessa preparação do comércio. “O consumidor tem o poder na mão, ele pode acompanhar os preços e as lojas perderam o poder de fazer maquiagem”, explica.

Em 2013, o Reclame Aqui registrou recorde de queixas contra as lojas participantes; o Extra.com.br, por exemplo, teve 183 reclamações em um dia, sendo que o máximo de citações sobre o site no serviço era 135… em um ano. Por outro lado, o Procon afirmou à época que houve melhora em relação à edição de 2012.

Pedro Eugênio entende que o brasileiro enfim descobriu o que é a Black Friday, portanto, as reclamações devem diminuir neste ano. Em especial porque agora as pessoas compreendem que não é porque o dia proporciona descontos que todos os itens terão os preços reduzidos. “A gente viu muita gente reclamar sobre produtos que nem estavam na Black Friday”, lembra o executivo, que esclarece: o conceito do evento é parecido com o de outlets, em que só algumas mercadorias têm desconto.

O Busca Descontos não é dono da Black Friday, qualquer um no comércio pode usar a ideia para divulgar promoções, mas o site organiza ofertas, garante descontos exclusivos e fecha parcerias com lojas e entidades de defesa do consumidor para dar mais segurança. Por isso a recomendação é sempre procurar produtos no blackfriday.com.br antes de partir para outras páginas. Porém, se a loja em que você confia não está no site mas oferece um negócio vantajoso, basta ser cauteloso e aproveitar.

Fonte: Olhar Digital

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Internauta não comprou tudo que quis na Black Friday

São Paulo. Uma pesquisa do site Reclame Aqui com 1004 internautas cadastrados mostrou que a maior reclamação durante a Black Friday, na última sexta-feira, foi ter encontrado problemas para acessar os sites das lojas e comprar os produtos. Cerca de 80% relataram tal dificuldade; 27% dos internautas disseram que não conseguiram finalizar as suas compras por causa das falhas. Em função do volume alto de vendas, muitos sites saíram do ar.

No ano passado, quando a liquidação ficou conhecida como “Black Fraude”, as maiores queixas dos usuários foram os descontos falsos, os preços maquiados e a prática de aumentar o preço dias antes da liquidação para baixá-los ao patamar normal no dia da promoção. Nas redes sociais, os internautas criaram o “slogan” “Black Fraude: tudo pela metade do dobro”. Neste ano, esse tipo de denúncia também apareceu.

Além das dificuldades em concluir a compra, outros problemas citados pelos consumidores foram a falta de estoques (63% dos entrevistados) e os preços maquiados (62%). A média de desconto percebida pelos internautas foi de 22%; os organizadores da promoção prometiam reduções de até 80% nos preços.

O Reclame Aqui fez um plantão de 24 horas para monitorar em tempo real as queixas dos internautas. Os três sites com maior número de reclamações, de acordo com balanço divulgado pelo site, foram o Extra.com, o Submarino.com e o Ponto Frio. Esses três, mais Americanas.com e Casa Bahia bateram, nas seis primeiras horas da liquidação, seus recordes diários de queixas neste ano. Em média, o Reclame Aqui recebeu uma queixa a cada 25 segundos, descontando os relatos enviados via chat.

Cerca de 30% dos internautas disseram que não pretendem participar de novas edições da Black Friday.

Importada. A data foi importada dos Estados Unidos, onde, logo após o Dia de Ação de Graças, lojas fazem cortes expressivos nos preços dos produtos durante 24 horas. Lá, a data é a principal para as vendas do varejo e os consumidores chegam a acampar na porta das lojas semanas antes para garantir os melhores produtos.

Na edição deste ano, houve tumultos, tiros e feridos na briga pelos produtos. A agência “Reuters” relatou que um policial ficou ferido ao tentar separar uma briga do lado de fora de uma loja WalMart, na Califórnia. Em Las Vegas, uma pessoa levou um tiro na perna depois de uma discussão por causa de uma televisão recém-comprada.

Fonte: otempo

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