Campanha começa a alertar sobre fim da TV aberta analógica

A partir desta quarta-feira, 8, os moradores da cidade de Rio Verde, em Goiás, e da região do Distrito Federal começam a ser avisados sobre o fim das transmissões analógicas de TV aberta.

A partir desta data, transmissões analógicas exibirão, em alguns momentos do dia, a letra “A”, que depois se abre, formando a palavra “Analógico”. Dois meses antes da data prevista para o desligamento, elas mostrarão também uma indicação fixa com a contagem regressiva para o fim da transmissão.

Cronograma

Em novembro de 2015, Rio Verde, escolhida como cidade-piloto, deixará de receber o sinal analógico e receberá apenas o digital; no Distrito Federal e em onze cidades mineiras e goianas de suas imediações, que formam a primeira grande região a passar pela mudança, isso deve ocorrer em abril de 2016. Com o desligamento, a programação da TV aberta estará disponível apenas em sinal digital.

Ainda em 2016, o desligamento do sinal analógico está previsto para acontecer nas regiões metropolitanas de São Paulo (em maio), Belo Horizonte (junho), Goiânia (agosto) e Rio de Janeiro (novembro). No resto do país, essa mudança ocorrerá de forma gradual, devendo terminar até 2018.

Providências

Telespectadores que virem os sinais de transmissão analógica deverão tomar providências para continuar a receber os canais de TV aberta. Televisões de tubo, mais antigas, ainda poderão ser utilizadas, desde que acrescidas de um conversor de TV Digital e uma antena apropriada.

A maioria das televisões mais novas, de tela fina, já possui conversor digital integrado. No entanto, caso elas exibam os avisos de transmissão analógica, pode ser necessário ligá-las a uma antena adequada para recepção no novo formato. Mais informações sobre a troca de equipamentos pode ser adquirida pelo site www.vocenatvdigital.com.br ou pela central de atendimento telefônico gratuito, no número 147.

Mudanças

O sinal digital oferece melhor qualidade de imagem (resoluções mais altas) e de som (permite até seis canais de áudio, contra os dois da televisão analógica). Além disso, ela evita também a presença de “fantasmas” (interferências no áudio e no vídeo). Ele também ofereçe outras vantagens em relação ao sinal analógico, como suporte à recepção móvel e interatividade.

A frequência de rádio utilizada pela TV analógica (700 MHz) será utilizada por empresas de telecomunicações, que ampliarão a oferta de serviços de telefonia móvel de quarta geração (4G LTE) no Brasil. Desde 2013, esse serviço se vale da rediofrequência de 2,5GHz.

Coordenação

O processo de digitalização da TV aberta brasileira e de implantação do 4G LTE é coordenado pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (GIRED). O Grupo, cujo presidente é Rodrigo Zerbone, ex-conselheiro da Anatel, é presidido por um Conselheiro Diretor da Anatel e conta com representantes do Ministério das Comunicações, das empresas de telecomunicações que adquiriram a subfaixa na licitação, e dos radiodifusores.

Fonte: Olhar Digital

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Bancos negociam para trazer Apple Pay ao Brasil

Os dois maiores bancos do Brasil já negociam com a Apple para trazer a solução de pagamentos da companhia ao país. De acordo com fontes ouvidas pela Época, Bradesco e Itaú chegaram a se reunir com a empresa da maçã, mas ainda não há data para a estreia do Apple Pay por aqui.

Na teoria, existe infraestrutura para que o serviço funcione no Brasil, porque só é preciso um aparelho como iPhone 6 ou 6 Plus e máquinas de pagamento compatíveis com NFC, tecnologia escolhida pela Apple para fazer a comunicação com os aparelhos e que está presente em quase 80% dos terminais da Cielo e da Rede – maiores fornecedoras dessas máquinas no Brasil.

A questão para nos bancos, que emitem os cartões de crédito e débito; são eles que precisam fazer as modificações finais para que o Apple Pay opere normalmente. As negociações só não devem caminhar rapidamente porque a alta demanda dos varejistas no Estados Unidos fez com que a própria Apple freasse a expansão da novidade para outros países.

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Brasileiro está confiando mais nas lojas virtuais, diz estudo

Segundo estudo do Serviço de Proteção do Crédito (SPC) divulgada nesta terça-feira, 3, o brasileiro já não possui mais tanta desconfiança na hora de fazer compras online. A pesquisa afirma que apenas 8% dos entrevistados afirmam não adquirir produtos pela internet com medo de serem enganados ou não receberem o pedido.

O levantamento foi feito com 678 pessoas de todas as capitais entre os dias 5 e 8 de janeiro, levando em conta compras realizadas em 2014. Em relação ainda à confiança, o índice médio de satisfação auferido pelo SPC foi de 9,3, numa escala de 0 a 10.

Outro dado interessante constatado pelo estudo é que dois a cada dez consumidores (cerca de 19%) realizaram sua primeira compra virtual entre 2013 e 2014, o que mostra que há um movimento recente em aderir ao método. Além disso, as mulheres respondem por 23% dessa fatia, os consumidores das classes C, D e E por 26%, e as pessoas sem ensino superior, por 36%. Já o perfil de cliente mais assíduo é escolarizado, com idade entre 35 e 49 anos e pertencente à classe A ou B.

No que diz respeito às vantagens de se comprar online, 74% dos entrevistados acredita que adquirir pela internet é cômodo, 50% vê benefícios por conta dos preços baixos, 33% diz economizar tempo e por fim, 27% dos clientes vê facilidade na hora de comparar produtos.

Apesar de itens como eletrônicos, livros, calçados, roupas e eletrodomésticos serem os mais comprados em 2014 pelos entrevistados, há quem ainda apresente resistência em alguns produtos. Dentre eles estão os seguros (25%), artigos para pets (19%) e delivery de comida (15%).

Fonte: Olhar Digital

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Black Friday bate recorde e fatura mais de R$ 1 bilhão

Pela primeira vez, a Black Friday brasileira arrecadou cifras bilionárias. Os números ainda não foram consolidados, mas as consultorias E-bit e Conversion estimam entre R$ 1,1 bi e R$ 1,3 bi movimentados pela internet nas 24 horas da sexta-feira, 28. Trata-se de um recorde, já que no ano passado o faturamento foi de R$ 424 milhões.

Os pedidos desta edição chegaram a 2,2 milhões, com o tíquete médio de R$ 522 – crescimento de 32% em relação a 2013. As ofertas atraíram 1,2 milhão de consumidores únicos, sendo que 18% deles realizaram sua primeira compra pela internet. As categorias que mais venderam no dia de descontos da Black Friday foram telefonia e celulares, eletrodomésticos, moda e acessórios e informática e eletrônicos.

Segundo Pedro Guasti, diretor da E-bit, “a elevação do tíquete médio foi reflexo do aumento da confiança na data pelo consumidor e a possibilidade de efetuar bons negócios e economizar, muitas vezes para antecipar as compras de Natal”.

No entanto, reclamações sugerem o contrário. O Procon registrou 752 atendimentos no plantão especial montado para acompanhar o festival de ofertas, e a maioria das queixas (71%) concentrou-se em três empresas:  B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), Nova Pontocom (Pontofrio.com.br, casasbahia.com.br, e extra.com.br), e Saraiva. No site do Reclame Aqui, há milhares de protestos contra mais de 100 empresas.

Fonte: Olhar Digital

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Assistente do iPhone, Siri finalmente será traduzida para português

Parece que a espera dos brasileiros por uma Siri que fale português está para chegar ao fim, porque a Apple fará a assistente pessoal do iOS falar o idioma local.

Há alguns dias a empresa começou a buscar um profissional que possa trabalhar na tradução do sistema, fazendo com que ele opere, em português, com a mesma eficiência vista por quem usa o aparelho em inglês.

Entre os requisitos para a preencher a vaga estão a obrigação de ter fluência nativa no idioma, experiência comprovada com desenvolvimento de softwares e entender de iOS ou Mac OS X.

Além do profissional que ajudará a Siri a falar português, a Apple também procura quem tenha habilidades assim mas fale cantonês, japonês, inglês australiano e britânico, turco, russo, entre outros.

Para se candidatar, clique aqui.

Fonte: olhardigital

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No Brasil, Globo é a 1ª a conseguir domínio de internet personalizado

O primeiro domínio de internet personalizado concedido ao Brasil foi para as Organizações Globo. Os órgãos da companhia poderão usar o sufixo .GLOBO em seus sites, conforme noticia o Código Fonte.

O documento enviado pela Globo ao ICANN para pedir o novo gTLD (Generic Top-Level Domain) deixa claro que ele “será específico, criado para concentrar todos os conteúdos gerados pelas Organizações Globo”.

“Como hoje, vamos produzir conteúdos específicos para o canal digital e adaptar a ampla gama de conteúdo para a internet. Desta forma, a Globo irá atestar a origem do conteúdo sob o .GLOBO, evitando cybersquat/cybersquatting e fraudes. Queremos também ter uma vantagem competitiva frente a nossos concorrentes com o objetivo final de ser o primeiro nome de domínio para notícias e entretenimento na internet no Brasil. O gerenciamento de domínio .GLOBO estará a cargo das Organizações Globo e particulares não terão a possibilidade de se registrar.”

Outras empresas e entidades brasileiras tentam obter um registro parecido, incluindo Vivo, Natura, UOL e o Nic.br. Além disso, o Rio de Janeiro está de olho no .RIO, que pode se tornar o primeiro sufixo municipal da América do Sul.

fonte: olhar digital

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eBay inicia operações no Brasil com site e app em português

A plataforma de comércio eletrônico e leilões online eBay anunciou o início de sua operação no Brasil, com site e aplicativos traduzidos para o português e com ofertas localizadas.

Até então os consumidores podiam realizar compras pelo website do eBay em inglês, mas não havia ofertas exclusivas para o mercado nacional, acompanhamento das entregas e pagamentos em reais.

“No final do ano passado o eBay lançou no Brasil seu primeiro app, o eBay Moda. Usamos essa plataforma como um teste para sentir a recepção do mercado nacional. Estamos há pouco mais de 9 meses nos preparando para este início de operações no Brasil”, disse Wendy Jones, vice-presidente de expansão global do eBay.

O Brasil será o primeiro país da América Latina a receber uma operação local do eBay. Para isto, em parceria com o PayPal, a empresa contará com uma equipe de 150 pessoas que será responsável pelo atendimento ao consumidor.

Para atender às demandas dos consumidores todos os pagamentos serão realizados por meio do PayPal, que pertence a mesma empresa do grupo eBay.

“Com o PayPal os consumidores podem se sentir mais tranquilos para realizar uma transação, pois trabalhamos com muitas garantias para que a experiência da compra seja a melhor possível como opções de devolução do dinheiro e dupla proteção para o consumidor”, disse Mario Mello, diretor geral da PayPal na América Latina.

Além disso, com a chegada do aplicativo de compras em português, os consumidores brasileiros também podem pesquisar e adquirir itens diretamente pelo seu dispositivo móvel — suporte para aparelhos Android, iPhone e iPad.

“Nós apostamos muito no Brasil. O país é um dos mercados de smartphone que mais cresce no mundo e se encaixa em nosso diferencial que é a venda pelo aplicativo”, afirmou Wendy.

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Outro destaque para as vendas no Brasil é a inclusão do país no programa de entregas global do eBay, que permite que uma compra feita no exterior seja tratada como uma transação doméstica.

Dessa forma, quando o consumidor comprar um item de algum fornecedor nos Estados Unidos que esteja inscrito no programa, o brasileiro poderá pagar em reais o custo total do produto, incluindo as taxas de importação e de entrega — ou seja, sem uma nova cobrança dos 60% referente ao imposto de importação quando o item entrar no Brasil.

“São milhões de produtos disponíveis em todo o mundo, com ofertas sólidas e muitas opções de fornecedores verificados por nós. Junto com o PayPal queremos criar uma experiência única para os consumidores brasileiros”, disse Wendy.

Segundo o eBay, por enquanto somente as compras vindas dos Estados Unidos é que serão incluídas neste programa de entregas global, que terá sua logística feita pela Fedex até a chegada ao consumidor brasileiro em um prazo de 7 a 10 dias.

A empresa não abre o valor dos investimentos no Brasil e nem a posição do país em sua lista de principais consumidores, mas segundo a executiva somente em 2013 o eBay registrou 500 mil novos usuários brasileiros no serviço — atualmente a plataforma conta com 140 milhões de contas ativas em todo o mundo.

De acordo com o eBay, os países emergentes ainda não têm uma grande representatividade entre os principais mercados da plataforma. E para mudar este cenário, a empresa pretende a partir da metade de maio investir pesado em campanhas publicitárias e em uma forte presença nas redes sociais.

“É o início da nossa expansão na região e continuaremos a utilizar o feedback dos consumidores para entregar experiências mais relevantes ao idioma e moeda local”, afirmou Wendy.

Fonte: info

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Dilma sanciona Marco Civil na abertura do NETMundial

 A presidente Dilma Rousseff sancionou na manhã desta quarta-feira (23), durante a cerimônia de abertura do evento NETMundial, o Marco Civil da Internet. A conferência, que reúne representantes de mais de 80 países em São Paulo, discute o futuro da governança da internet.

A assinatura ocorre após aprovação em tempo recorde no plenário do Senado, na terça (22), depois de um mês de discussão —-na Câmara, o projeto demorou pouco mais de três anos para ser aprovado.

Ao lado do criador da web Tim Berners-Lee, e de outros representantes que irão discutir a governança da internet durante o evento, Dilma criticou a espionagem eletrônica dos Estados Unidos, revelada no ano passado.

“Esses fatos são inaceitáveis e continuam sendo inaceitáveis, atentam contra a própria natureza da internet”, disse. “Os direitos que as pessoas têm off-line também devem ser protegidos on-line.”

Ao fim do discurso de abertura, quando Nnenna Nwakanma -representante da sociedade civil na NetMundial- agradeceu a Edward Snowden por ter revelado os casos de espionagem do governo americano, a presidente Dilma sorriu e aplaudiu de pé.

Outros palestrantes também elogiaram o Marco Civil, incluindo Berners-Lee. “Estou pedindo que todos os países sigam o exemplo do Brasil e da Europa”, disse, referindo-se também a uma legislação europeia que versa sobre os direitos dos usuários na web. “O Brasil defende que a governança da internet seja multissetorial, multilateral, democrática e transparente por natureza.”

 ACENO AOS EUA

Apesar das críticas, Dilma também fez um aceno ao governo Obama. No ano passado, após as revelações de Snowden, a presidente chegou a cancelar uma visita de Estado marcada para Washington.

“Saúdo a iniciativa do governo dos Estados Unidos de substituir seu vínculo institucional com a Iana (Autoridade para Designação de Números da Internet) e com a Icann (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números) por uma gestão global dessas instituições.”

A presidente defendeu que a nova governança da Icann seja “multissetorial, multilateral, democrática e transparente por natureza”. Em relação aos governos, afirmou, não pode haver maior força de um único país, como ocorre hoje com os EUA. “A participação governamental deve ocorrer em pé de igualdade.”

A despeito dos elogios ao Marco Civil, todos os discursos foram no sentido de que a legislação não é suficiente para garantir que a internet se desenvolva e continue livre. Houve defesa de outros princípios, como a universalidade do acesso à web e a liberdade de expressão.

ENCONTRO

O NETMundial tem representantes da sociedade civil, academia, governos e do setor privado para pensar, entre outras coisas, como estabelecer um controle mais global –leia-se menos concentrado nos EUA– da rede mundial.

Foi idealizada pelo governo brasileiro e pela Icann em resposta às denúncias de que os EUA teriam usado a rede para espionar autoridades e empresas do mundo todo, inclusive Dilma e a Petrobras.

Apesar disso, o objetivo principal não é debater a prática de espionagem na rede. “A espionagem não tem ligação direta com a governança da internet, mas a conferência poderá discutir princípios para a governança que estão relacionadas [à espionagem], como a questão da privacidade”, diz Virgílio Almeida, secretário de política de informática do Ministério de Ciência e Tecnologia.

A governança da rede, diz Almeida, está mais ligada aos protocolos e convenções técnicos básicos necessários para que a internet funcione.

Uma das discussões centrais será como democratizar o controle da Icann, entidade que cuida dos endereços de internet e hoje é ligada ao Departamento de Comércio dos EUA.

Em março, o governo americano disse estar disposto a abrir mão do controle do órgão, um dos mais importantes da internet.

fonte: Folha de São Paulo

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Câmara aprova Marco Civil da Internet

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Após meses de intensas negociações, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25), por votação simbólica, a criação do Marco Civil da Internet, projeto considerado uma espécie de constituição da rede mundial de computadores. Após concessões do governo em pontos antes considerados “cruciais” pelo Planalto, partidos aliados e da oposição retiraram todas as 12 propostas de alteração ao texto que haviam sido apresentadas em plenário (leia aqui a íntegra do texto final aprovado).

Até o PMDB, maior crítico ao relatório do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), cedeu e se absteve de defender quaisquer modificações na redação. A proposta, que estabelece direitos e deveres de usuários e provedores de rede, seguirá agora para análise no Senado antes de ir à sanção presidencial.

Considerado “prioridade” pelo governo, o Marco Civil da Internet impedia a deliberação de outros projetos de lei no plenário desde outubro do ano passado, já que tramitava em regime de urgência.

Neutralidade
Um dos pilares do projeto, a neutralidade de rede, sofreu algumas alterações no texto, mas foi mantido. Por esse princípio, os provedores não podem ofertar conexões diferenciadas, por exemplo, para acesso somente a emails, vídeos ou redes sociais. O principal entrave estava na regulamentação do princípio pelo Poder Executivo, principalmente em relação às exceções à norma.

O texto original previa que a neutralidade fosse regulamentada por meio de decreto presidencial.

Partidos da oposição e da base aliada, sobretudo o PMDB, temiam que assim o presidente da República fizesse alterações significativas sem ouvir o Congresso. Para obter acordo, Molon especificou que o tema seria regulamentado “para fiel execução desta lei”, sem autonomia para grande modificação por parte do presidente.

O objetivo é destacar que a regulamentação serve exclusivamente para viabilizar a aplicação da Lei do Marco Civil da Internet. Além disso, o relator incluiu ainda a obrigatoriedade de o presidente ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) antes de formular o decreto.

De acordo com o relator do texto, as exceções servirão para garantir prioridade a “serviços de emergência” e a qualidade de algumas transmissões, como vídeos ao vivo. Assim, a transmissão de e-mails, por exemplo, pode ter menor prioridade no tráfego de dados em prol de outros serviços.

Críticos da neutralidade dizem que o princípio restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme demandas específicas de clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer o serviço para todos indistintamente. A proposta não impede a oferta de pacotes com velocidade diferenciada.

Armazenamento de dados
Para viabilizar a aprovação da proposta, o governo também abriu mão do armazenamento no Brasil de dados de usuários brasileiros, com a instalação de data centers no país de empresas de internet, como o Google e o Facebook.

A medida tinha o objetivo de garantir a privacidade dos internautas e de dados do próprio governo brasileiro diante das denúncias de que os Estados Unidos teriam espionado comunicações da presidente Dilma Rousseff com ministros e assessores.

No entanto, parlamentares da base aliada se opunham à proposta argumentando que a exigência iria encarecer o acesso na internet. Para obter acordo, o relator da proposta, Alessandro Molon (PT-RJ), retirou esse trecho do projeto, com o aval do Planalto, mas reforçou que empresas internacionais precisam respeitar a legislação brasileira no tocante a transmissões de rede ocorridas no país.

“Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros”, diz artigo do projeto do Marco Civil.

Retirada de conteúdo
De acordo com o projeto, provedores de conexão à web e aplicações na internet não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros.

Atualmente não há regras específicas sobre o caso e as decisões judiciais variam – alguns juízes punem sites como o Facebook e Google por páginas ofensivas criadas por usuários, enquanto outros magistrados optam por penalizar apenas o responsável pelo conteúdo.

De acordo com a nova legislação, as entidades que oferecem conteúdo e aplicações só serão responsabilizadas por danos gerados por terceiros se não acatarem ordem judicial exigindo a retirada dessas publicações. O objetivo da norma, segundo Molon, é fortalecer a liberdade de expressão na web e acabar com o que chama de “censura privada”.

O trecho era alvo de polêmica, sobretudo entre parlamentares do PMDB. Para o partido, esse artigo ajuda os provedores, mas prejudicará pessoas que eventualmente se sintam constrangidas por algum conteúdo publicado que seja evidentemente ilegal. Isto porque os provedores poderão não se sentir obrigados a retirar o conteúdo após a mera notificação do usuário, já que eles terão a garantia de que só serão responsabilizados se descumprirem ordem judicial exigindo a indisponibilidade da publicação.

Fim do marketing dirigido
Pelo texto aprovado, as empresas de acesso não poderão “espiar” o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer isso com fins comerciais, como para publicidade, nos moldes do que Facebook e Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens que trocam.

Essas normas não permitirão, por exemplo, a formação de bases de clientes para marketing dirigido, segundo Molon. Será proibido monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes, salvo em hipóteses previstas por lei.

Sigilo e privacidade
O sigilo das comunicações dos usuários da internet não pode ser violado. Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim da conexão dos usuários pelo prazo de seis meses, mas isso deve ser feito em ambiente controlado.

A responsabilidade por esse controle não deverá ser delegada a outras empresas.

Não fica autorizado o registro das páginas e do conteúdo acessado pelo internauta. A coleta, o uso e o armazenamento de dados pessoais pelas empresas só poderão ocorrer desde que especificados nos contratos e caso não sejam vedados pela legislação.

Relator e líder do governo defendem projeto
Após a aprovação, o relator disse acreditar que a Câmara melhorou a proposta do governo. Para Alessandro Molon, apesar das alterações e concessões, ficaram garantidos os princípios que ele considera pilares do Marco Civil da Internet: a neutralidade na rede, a privacidade e a liberdade de expressão.

“Hoje nada impede que a navegação do usuário seja gravada, identificada e vendida, violando a privacidade do usuário. Com o Marco Civil isso não poderá acontecer. Também não existe lei que garanta que não haverá cobrança para uso diferenciado do acesso à internet, para quem quiser baixar música, assistir vídeo. O marco proíbe isso e coloca em lei essa proibição, algo que nos Estados Unidos caiu no Judiciário, mas ainda não tem lei”, explicou.

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), agradeceu pela aprovação e disse que os deputados superaram preocupações de cunho político e ideológico. Ele negou que a lei seja uma forma de o governo intervir na liberdade da internet.

Fonte: g1

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Lojas on-line no Brasil aderem à ‘Cyber Monday’

Lojas on-line no Brasil aderiram nesta segunda-feira (2) à “Cyber Monday”, promoção que reúne descontos na internet com foco em eletroeletrônicos. Conforme o portal Busca Descontos, organizador da promoção no Brasil, pelo menos 30 lojas on-line participam da “Cyber Monday” no país.

A Americanas.com está oferecendo descontos de até 80% em seus produtos. O Submarino disse que todo a sua loja está com 10% de desconto. A Fnac afirmou que está vendendo games até 50% mais baratos. Entre outras lojas on-line participantes estão Ponto Frio, Extra, Walmart e Saraiva.

Tradicionalmente, a “Cyber Monday” é realizada na primeira segunda-feira depois do feriado norte-americano de Ação de Graças. Na última sexta-feira (23), aconteceu no Brasil a terceira edição da Black Friday, que reuniu promoções de 300 varejistas. As duas datas, tradicionais nos Estados Unidos, trazem uma série de descontos aos consumidores. Na “Black Friday”, os descontos são oferecidos também por lojas físicas.

Em 2011, as vendas da “Cyber Monday” nos Estados Unidos atingiram um recorde, chegando a US$ 1,251 bilhão em vendas on-line – o aumento foi de 22% em relação ao ano anterior.

‘Black Friday’
Na última sexta-feira (29), 300 varejistas on-line no Brasil venderam mais de R$ 100 milhões em apenas 12 horas de “Black Friday” – o valor já superava o total vendido na versão de 2011 do evento.

Apesar do aumento nas vendas, os internautas enfrentaram problemas quando tentavam fazer suas compras. Houve lentidão para carregar as páginas e finalizar as compras. Nas redes sociais, os compradores também reclamaram de ofertas com preços inflados para forjar descontos maiores em lojas on-line.

Em resposta, a Fundação Procon de São Paulo notificou as empresas que participam da “Black Friday”, ação promocional das redes de varejo, por indícios de maquiagem nos descontos.

Fonte: g1

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