Dash Button: um botão para receber produtos na porta de casa

A Amazon sonha em acabar com qualquer tipo de dificuldade que você tenha para gastar seu dinheiro. O novo passo da gigante do comércio eletrônico é espalhar botões pela casa das pessoas nos Estados Unidos; basta pressioná-los para repor o estoque de sabão em pó, papinha de bebê ou outros itens domésticos.

Não é necessário encostar seu computador, nem no celular. Basta apertar o  botão e logo o produto começará a rota entre os armazéns e a porta do cliente. Todo o processo de pagamento é feita sem que a pessoa interfira em nada, mas ela recebe uma notificação confirmação no celular que permite o cancelamento do pedido, caso o botão tenha sido pressionado acidentalmente.

O acessório se chama Dash Button e foi criado pela empresa para facilitar a compra de produtos rotineiros. Ao receber um, disponível gratuitamente a assinantes do plano Prime, o usuário só precisa conectá-lo à rede Wi-Fi utilizando o seu celular e ele faz todo o resto.

Cada botão faz a compra de um produto específico. Por exemplo: é possível colar um Dash Button ao lado da máquina de lavar para comprar sabão, um na cafeteira para comprar café, e assim por diante.

A assinatura do plano premium da Amazon, por US$ 100 ao ano, garante que os produtos certificados chegam no máximo depois de 2 dias da confirmação do pagamento. Entretanto, algumas regiões dos Estados Unidos já oferecem a oportunidade de receber determinadas encomendas dentro do período de uma hora.

Por enquanto, o programa ainda está em fase de testes e é bem restrito. Apenas assinantes do plano especial convidados podem ter acesso ao Dash Button. Os participantes, no entanto, podem receber apenas três botões, mas não se sabe quantos deles a empresa distribuiu.

Fonte: Olhar Digital

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Google vai virar operadora de telefonia celular

Já está difícil imaginar uma área em que a digital do Google não esteja presente. A mais recente delas foi anunciada nesta quarta-feira, dia 21: o Google vai se tornar a mais nova operadora celular do Estados Unidos. Não será uma operadora convencional, dona de torres de transmissão e estações rádio base: será uma MVNO – Mobile Virtual Network, algo como Operadora Móvel Virtual. Na prática, o Google vai alugar a infra-estrutura da T-Mobile e da Sprint (operadoras convencionais que atuam no mercado norte-americano) e oferecer seus próprios pacotes diretamente aos consumidores.

A notícia caiu como uma bomba no mercado do Tio Sam. Por lá, a competição entre as empresas já é bastante acirrada e, agora, todos se preparam para uma guerra de preços ainda maior, com a chegada do Google. O temor tem precedentes. O gigante das buscas já mexeu com mercado de banda larga de lá, ao oferecer conexões com 1 Gbps de velocidade a preços acessíveis em algumas cidades. O resultado do movimento foi um aumento do esforço das outras operadoras para oferecer conexões mais rápidas em seus mercados, em ações preventivas contra a “ameaça” do Google. Agora, espera-se que efeitos similares possam ser sentidos no mercado celular.

T-mobile e Sprint a princípio resistiram à aproximação do Google. O temor é que elas poderiam estar colocando a raposa para tomar conta do galinheiro, já que o Google poderia, no longo prazo, acabar modificando completamente o ecossistema celular. Mas, premidas pela grande competição (que, hoje, tem dois grandes líderes, AT&T e Verizon) as duas empresas acabaram cedendo à oferta de dinheiro sem risco e em grande quantidade oferecida pelo Google nos contratos de aluguel da infra-estrutura. Mas, as ambições da turma de Moutain View (sede do Google, no Vale do Silício) no setor celular devem ir além desses acordos recém-firmados.

Uma nova era de comunicação celular

Há tempos o Google vem pressionado o FCC (órgão do governo de lá parecido com nosso ministério das comunicações) para que uma parte do espectro anteriormente ocupado pela TV analógica seja liberado para redes Wi-Fi. No plano maior do Google, no futuro, essas redes Wi-Fi seriam a principal forma de conexão para os smartphones – eles só usariam a comunicação celular mais tradicional onde não houvesse oferta dessas redes. O detalhe é que esse desenho pode fazer com que os custos de todo o ecossistema caiam dramaticamente. Ótima notícia para os consumidores e para o processo de conexão como um todo. Nem tão boa perspectiva para as atuais operadoras celulares.

Fonte: Olhar Digital

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