Site da Anatel sofre ataques e sai do ar

O site da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) estava fora do ar no início da tarde desta sexta-feira (22). A queda do serviço ocorre um dia após o coletivo hacker Anonymous incitar ataques contra as principais operadoras do país em retaliação ao anúncio da adoção de franquias limitadas de dados em pacotes de internet fixa.

O Anonymous publicou nesta quinta-feira (21) no YouTube um vídeo declarando “guerra contra as operadoras”. Chamando a iniciativa de “#OpOperadoras”, o grupo incluiu no Pastebin, um fórum de discussão usado por hackers, um passo-a-passo de como realizar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS, na sigla em inglês). Esse golpe consiste em direcionar o maior volume possível de acessos para um determinado serviço para que ele fique congestionado e não possa ser acessado.

“Este método é considerado por muitos de nós como uma forma de protesto, em outras palavras, é como se um monte de pessoas fossem em lojas das operadoras de telefones e impedindo o tráfego de pessoas nelas (sic)”, explica o Anonymous. O tutorial inclui não só instruções de como efetuar o ataque mas também as ferramentas necessárias que podem ser baixadas na internet. O grupo ainda lista alguns números de IPs (protocolos de internet que funcionam como endereços na rede) das principais operadoras do país.

A distribuição dessa cartilha pode não ter relação com a instabilidade do site da Anatel. Além disso, o Anonymous não assumiu a autoria. Informações de um técnico de telecomunicações da agência, no entanto, dão conta de que o problema que tirou a página do órgão público do ar foi um DDoS. O ataque foi descrito por ele no fórum “Caiu”, destinado a trocas de informações sobre instabilidade de sites e mantido pelo Registro.br, responsável pela distribuição de domínios no Brasil.

Segundo o texto, desde a quarta-feira (20), o site da Anatel vem recebendo ondas de grandes volumes de acesso que “duram várias horas”.

“A maior parte dos IPs de origem são internacionais, provavelmente alguma botnet contratada para isso”, sugere o técnico, que relata picos de tentativas de acesso à página da ordem 40 Gigabits.

Anatel e franquia de dados

Nesta semana, a Anatel interviu na polêmica da adoção das franquias de dados para planos de banda larga fixa. A agência emitiu uma decisão cautelar para suspender qualquer restrição ao acesso de quem ultrapassar o limite de dados contratado nesses pacotes até que as operadoras criem mecanismos para que os clientes possam acompanhar o ritmo de consumo.

O presidente da Anatel, João Rezende, afirmou que impor que as empresas só ofereçam banda larga sem limite pode elevar o preço ou reduzir a qualidade do serviço.
“O discurso mais fácil para a Anatel seria colocar que a internet tem de ser ilimitada. Mas aí as empresas poderiam aumentar preços, reduzir a velocidade e isso terminaria prejudicando o consumidor. Temos também de pensar na sustentabilidade do setor”.

Rezende disse que a internet fixa ilimitada como modelo de negócios não terminou, já que algumas empresas ainda podem adotar essa estratégia. No entanto, ele ponderou que, a longo prazo, pode haver dificuldade em sustentar esse tipo de serviço, já que a infraestrutura atual não comporta o uso irrestrito de banda larga por todos os usuários.

Limite é permitido

A imposição do limite de uso da internet fixa é permitido por regulamento do setor de 2001. A NET já vende planos de banda larga fixa nesses moldes desde 2004. Mesmo assim, o assunto virou polêmica depois de a Vivo anunciar, em fevereiro, que adotaria franquias nos novos contratos desse serviço. A Vivo adquiriu peso no setor de banda larga fixa depois de se fundir com a GTV, em 2014.

Fonte: G1

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Empresas querem vender internet fixa como pacote de dados, diz MP do DF

O Ministério Público do Distrito Federal deu dez dias para que as operadoras Vivo, Oi e Claro (NET) deem esclarecimentos sobre a suposta intenção de oferecer acesso à internet fixa somente por meio de pacote de dados, como ocorre com a internet móvel. Hoje, o serviço é cobrado de acordo com a velocidade da internet contratada. A suspeita do MP é de que as empresas passem a cobrar por uma cota mensal e limitada.


As empresas deverão enviar ao MP informações precisas sobre como querem cobrar pelos serviços de internet. Também devem encaminhar cópia de material publicitário dos últimos 12 meses e textos de contratos. Caso elas não respondam, o MP pode reiterar o pedido e, se for o caso, acionar a Justiça (veja o posicionamento de cada empresa no final desta reportagem).Os questionamentos do promotor foram assinados em 22 de fevereiro e foram enviados às empresas pelos Correios no dia 4 de março.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá informar quais estudos foram realizados e qual o marco regulatório sobre o tema. Segundo a agência, o uso de franquia de voz ou dados é previsto, mas só pode ser aplicado se as empresas permitirem o acompanhamento do consumo e alertarem quando a franquia estiver próximo do fim.

Nos questionamentos, o promotor Paulo Binicheski cita um trecho do contrato da Vivo. O texto diz que a franquia será “promocionalmente” ilimitada até 31 de dezembro de 2016. Após esta data, “poderá ocorrer o bloqueio ou redução da velocidade”. O limite mensal de consumo varia entre 10 GB e 130 GB, dependendo da velocidade da banda larga contratada (de 200 kB/s a 25 MB/s).

Segundo o promotor, a investigação do MP é de caráter nacional e “revela a intenção das empresas em alterar a sistemática da cobrança de acesso a internet residencial”. Em entrevista aoG1, ele afirmou que as empresas manifestaram desejo de praticar a nova regra em dezembro. “O usuário normal que usa Netflix, por exemplo, poderá ser onerado demasiadamente. Ou compra pacotes adicionais ou será excluído do serviço.”

Prédio do Ministério Público do Distrito Federal

“O modelo que se pretende adotar revela de abusividade, pois onera demasiadamente o consumidor, pela elevação significativa dos preços de consumo – como ocorre na internet do celular móvel – além de excluir parcela significativa da população de serviços amplamente utilizados (Facebook, Netflix, Youtube, etc).”

Com a mudança, o promotor levantou a possibilidade de o novo modelo gerar “discórdia” dentro de uma família, já que os moradores têm perfis diferenciados de consumo. “O que se percebe é uma preparação do terreno para mais uma gigantesca violação dos direitos dos consumidores brasileiros.”

“A prática do mercado é o consumidor de internet fixa adquirir velocidade e não pista nas infovias da informação”, afirmou o promotor no questionamento encaminhado às empresas e à Anatel.

“É possível afirmar que na hipótese de o consumidor passar a ter preocupação com os dados que circulam em sua rede, fatalmente levará a uma diminuição do uso da internet.”

Veja o que dizem as empresas

NET/Claro
Questionada, a NET informou que todas as oções de banda larga apresentam uma franquia mensal de consumo, prevista em contrato. O modelo é determinado por estatísticas, revisto periodicamente e usado também em outros países, disse a empresa. É possível acompanhar o consumo na página da NET.

A empresa diz que “a adoção da franquia é uma política de transparência e qualidade”, que tem o objetivo de “garantir o correto dimensionamento da rede de banda larga para todos os usuários”. “O emprego de franquia visa preservar a experiência de uso, tanto de quem usa moderadamente como de quem usa de forma intensiva.”

Vivo/Telefônica
A Telefônica Vivo informou que, desde o dia 5 de fevereiro passado, o serviço Vivo Internet Fixa (ex-Speedy, que utiliza a tecnologia ADSL) passa a prever a criação de franquia de consumo de dados. Os usuários ADSL que compraram o serviço antes dessa data mantêm as condições contratuais já existentes, segundo a empresa.

“Promocionalmente, não haverá cobrança pelo excedente do uso de dados até 31 de dezembro de 2016. À medida que isto vier a ocorrer no futuro, a empresa fará um trabalho prévio educativo, por meio de ferramentas adequadas, para que o cliente possa aferir o seu consumo. A franquia de consumo de dados de internet fixa já é praticada hoje por alguns dos principais players de banda larga fixa.”

Oi
A Oi disse ao G1 não ter recebido os questionamentos do MP.

Anatel
“O uso de franquias de voz ou dados é previsto na regulamentação da Anatel, mas só pode ser praticado dentro de determinadas regras. Dentre elas, há as que obrigam as prestadoras que vendem serviços por meio de franquias a:

a) Disponibilizar, em uma página da Internet de acesso reservado ao consumidor, uma ferramenta de acompanhamento de seu consumo;

b) Informar o consumidor de que sua franquia aproxima-se do limite do contratado.

No caso específico, a Vivo, após ser notificada pela Anatel, informou que:

a) As regras valem para novos planos recém-lançados, que irão coexistir com os planos que já estão sendo praticados;

b) Mesmo nestes novos planos, não haverá, no ano de 2016, o bloqueio de dados ou a redução da velocidade após o consumo da franquia;

c) Só iniciará a sistemática do bloqueio quando as ferramentas de acompanhamento do consumo de dados e de notificação de que a franquia aproxima-se do limite contratado estiverem disponíveis.”

Fonte: G1

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Ministro defende regulação de serviços como WhatsApp e Netflix

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, defendeu nesta quarta-feira (19) a regulação de serviços de internet que competem com os serviços de telecomunicações regulados pela legislação brasileira. Para ele, é preciso resolver as “assimetrias regulatórias e tributárias” e dar “tratamento equânime” a serviços de telecomunicações e os serviços chamados “Over the Top”, como Skype, Netflix, You Tube, WhatsApp.

“É preciso encontrar uma maneira – que não é fácil, porque são serviços que se apoiam na rede mundial de computadores – para regular algumas atividades que atuam à margem da lei, por exemplo, aplicativos que fornecem chamadas de voz sem serem operadoras”, afirmou.

Berzoini participou de audiência pública sobre a baixa qualidade dos serviços de telefonia fixa e móvel e de internet no País, promovida pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e pela Comissão Especial de Telecomunicações da Câmara dos Deputados.

Segundo o ministro, as operadoras de telefonia, que têm muitas obrigações regulatórias e poucas oportunidades de prestar serviços diferenciados, geram emprego e investimentos no Brasil. Já as empresas de internet estrangeiras, que ofereceriam serviços supostamente gratuitos em troca de dados do usuário, não gerariam empregos no País. “Esse tipo de serviço subtrai empregos do povo brasileiro”, afirmou. “O setor de telecomunicações tem que ter viabilidade econômica de médio e longo prazo. E, se os serviços de internet passarem a competir e subtrair receitas, evidentemente que teremos daqui a 10 ou 15 anos dificuldades grandes de infraestrutura no País.”

Na visão do ministro, a discussão de um marco regulatório para os serviços “Over the Top” deve ocorrer em âmbito nacional e internacional. A União Europeia, por exemplo, já debate o assunto. “É uma questão difícil, em que existem interesses conflitantes”, apontou.

Conforme Berzoini, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, é um avanço, mas não é suficiente para regular os novos serviços. Já o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou que hoje a agência não tem competência para regular aplicativos de internet.

O ministro defendeu ainda a atualização da Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97), para que o modelo seja centrado na banda larga, e não na telefonia fixa, como o modelo atual. “A telefonia celular e a internet estavam só começando em 1997. Hoje há convergência dos serviços, e o telefone fixo não é mais objeto de desejo de ninguém.”

Banda larga

Ele informou que o governo está finalizando a nova fase do Programa Banda Larga para Todos e deve lançá-lo “em breve”. Berzoini não quis, porém, se comprometer com datas. A previsão era lançar o programa no primeiro semestre do ano. O ministro reafirmou que a meta do programa é expandir a banda larga para 300 milhões de acessos e aumentar a velocidade média da banda larga para 25 Mb/s (Megabits por segundo) até 2019. Atualmente, a velocidade média de acesso à internet no Brasil é 6,8 Mb/s.

Berzoini defendeu um fundo de garantia para infraestrutura de telecomunicações em pequenas cidades; a desoneração tributária para serviços na área rural; a simplificação da tributação setorial; e a modernização do marco legal para aplicação dos fundos setoriais, que hoje vêm sendo contingenciados pelo governo.

Fundos setoriais

Na audiência, diversos deputados reclamaram do contingenciamento dos fundos. Os deputados Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), relator da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre telecomunicações, e Sandro Alex (PPS-PR) defenderam a suspensão da cobrança das taxas relativas aos fundos enquanto eles não forem efetivamente utilizados para investimentos no setor.

Para o ministro, “é natural que os secretários do Tesouro queiram utilizar recursos para compor osuperavit primário”. No entanto, ele defende que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) tenha um conselho curador para estabelecer diretrizes de utilização dos recursos. Segundo ele, o fundo deve ser utilizado para acabar com a exclusão digital.

O deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), por sua vez, defendeu que parte do orçamento arrecadado com os fundos setoriais seja direcionada para a modernização da Anatel. Ele disse que os serviços de telefonia fixa e celular estão caros e péssimos, e ressaltou que falta pessoal na Anatel para promover a fiscalização dos serviços. “Sem dinheiro, não tem fiscalização”, afirmou.

Fonte: IG

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Já experimentou o Dubsmash? App virou febre nos últimos dias

É muito provável que sua timeline tenha sido inundada por vídeos curtos com dublagens engraçadas (algumas nem tanto) onde seus amigos interpretam frases que viralizaram na internet ou na televisão. A responsável por isso é a desenvolvedora de aplicativos Mobile Motion GmbH, que desde o começo de Abril disponibilizou o aplicativo “Dubsmash” para sistemas iOS no App Store.

Entretanto, o app só alçou o sucesso maciço na redes sociais quando foi disponibilizado para dispositivos Androids no dia 27 de março. Desde então, só no Google Play, já registrou mais de 20 milhões de downloads.

A grande sacada do Dubsmash é utilizar um algoritmo conhecido dos editores profissionais de vídeo que sincroniza a gravação de um áudio com o movimento da boca de um personagem em uma gravação. Então, mesmo que o usuário não tenha aptidões de dublagem, a sincronização automática do app dá uma força.

Se o resultado for satisfatório, o video pode ser compartilhado no Messenger, WhatsApp ou salvo na galeria de imagens do smartphone. O app não funciona como uma rede social, então o processo de compartilhamento do conteúdo precisa ser feito manualmente.

Além das mais ouvidas, o aplicativo também oferece diversas outras dublagens com temas, na sua maioria em inglês, separados por categorias. “Love”, por exemplo, reúne grandes frases do cinema, televisão e internet que falam sobre amor. Já “Animals”, como o nome diz, reúne sons de animais de diversas espécies.

Também é possível fazer uploads ou gravações de sons ou frases que você gostaria de dublar mas não encontrou no acervo do sistema. Para essa opção, é preciso fazer um cadastro no aplicativo.

O canal Dubsmash Brasil no YouTube reúne as principais dublagens que estão fazendo sucesso na web. E você? Já entrou na onda do Dubsmash?

Fonte: Olhar Digital

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Extensão transforma YouTube em serviço de rádio

Se você tem o costume de ouvir músicas pelo YouTube na web, mas não gosta da ideia de ter que manter uma janela aberta para isso, saiba que há solução. Isso porque acaba de ser lançada uma extensão para navegador que transforma o portal de vídeos em uma espécie de serviço de streaming.

Batizado de Streamus, o aplicativo permite que o usuário procurar e reproduzir áudio de vídeos do YouTube sem sair da página atual. Além disso, é possível adicionar vídeos na fila ou então, criar playlists.

Se você ainda preferir, pode optar pela função rádio, que assim como em serviços como o Spotify e Pandora, sugere faixas similares de acordo com as faixas reproduzidas anteriormente. Para tanto, basta clicar no botão com ícone de rádio.

A extensão é gratuita, no entanto, funciona somente no Chrome.

Fonte: Olhar Digital

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Google vai cortar a grana de quem sequer mencionar downloaders de YouTube

Esta é a situação em que nos encontramos hoje: o Google cresceu tanto, tanto que o Adsense hoje é uma grana mais do que bem-vinda para a maioria dos sites, Meio Bit incluso. Não é de espantar que como ela tem a faca, o queijo e o coração do usuário nas mãos, ela dite as regras do jogo e quem não rezar por seu catecismo está lascado.

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Veja o 9to5 por exemplo, grupo idealizado pelo jornalista Seth Weintraub que abrange sites sobre Apple, Google e brinquedos. Ontem ele recebeu uma notificação do Google sobre uma menção feita de um app para iOS (que eu não darei o nome e por favor, não o façam nos comentários, mesmo sabendo que ele já foi deletado da lojinha da Apple) que permite o download de vídeos do YouTube para o iPhone. Detalhe: a postagem em si não foi feita em nenhum dos blogs, mas nos fóruns, por um usuário. Lembram daquele papo que a gente diz que o site é responsável pelo que o público escreve nele? 

Fonte: Meio Bit

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